Sindicato denuncia caos na educação de Caracaraí

Prefeita Socorro Guerra fecha escolas das comunidades rurais de São José, Apuruí, Itã e Rio Dias alegando despesas desnecessárias e a necessidade de fazer economia de recursos. Pais de alunos fecham as portas de escolas das vilas Caicubi e Novo Paraíso (também conhecida como 500) com cadeado para impedir a entrada dos professores e demais servidores, com o objetivo de denunciar a precariedade de funcionamento das unidades.

Tudo isso aconteceu durante o mês de março. A indignação dos pais dos alunos se intensificou na última semana, quando houve o fechamento dos portões da unidades com cadeado, externando o caos que impera na educação municipal da cidade porto.

Nessas escolas não tem sequer água para os alunos. Enquanto isso, a Câmara Municipal fecha os olhos para a situação. O presidente da Comissão de Educação da Casa é o vereador Júnior Paraíba, que também acumula a função de líder da prefeita Socorro Guerra no Poder Legislativo.

De acordo com Massuhan Ferreira, membro da diretoria do Sindicato do Servidores do Públicos de Caracaraí (Simpuc), existe uma grande dificuldade para garantir os direitos dos servidores municipais e dos estudantes das escolas públicas locais.

“Por exemplo, na escola que minha filha estuda não tem água. Os servidores não têm as condições necessária de trabalho. A limpeza é feita de forma precária devido à falta de material de limpeza”, contou.

Massuhan disse que, devido a toda essa situação, os pais dos estudantes cansaram de esperar por providências da gestão municipal e decidiram agir, fechando as portas da Escola Francivan Carvalho, da Vila Novo Paraíso, com cadeado.


Massuhan Ferreira, membro da diretoria do Sindicato do Servidores do Públicos, denuncia o caos na educação de Caracaraí

A Polícia Militar esteve na escola e orientou os pais a retirarem o cadeado para permitir a entrada dos servidores. Daí que eles procuraram o Ministério Público para denunciar o que dizem ser descaso do município. A prefeita deve ser chamada para prestar esclarecimentos.

Os professores, por sua vez, acusam a prefeita Socorro Guerra de não repassar o reajuste de IGPM (Índice Geral de Preços – Mercado) para o salário dos professores, que deve ser feito no mês de novembro de cada ano. Isso resulta numa perda de R$ 400 reais nos vencimentos dos profissionais de sala de aula.

“No mês de fevereiro ela [a prefeita Socorro Guerra] retirou o reajuste. A prefeita está retendo parte do salário dos professores. Tem casos em que as perdas chegam a R$ 400”, disse. Os membros do Sindicado dos Servidores também estariam sendo punidos com o corte de parte do salário.

“Em resposta a tudo isso, os servidores decidiram expor a situação precária do estabelecimento. Os responsáveis pelo transporte escolar não estão fazendo as rotas devidamente. Eles levam as crianças para a escola um dia e ficam outros três dias sem apanhá-las para levar para assistir as aulas”, disse o sindicalista.

Já houve casos de o transporte escolar passar até dez ou 15 dias sem passar nas vicinais para levar os alunos à escola. Enquanto isso, as crianças ficam impedidas de estudar.

Revisado e atualizado às 16h. O texto continha alguns erros de edição com 3 parágrafos estranhamente repetidos