Remídio condena vazamentos de mensagens de membros da Lava Jato e diz que sociedade deve apoiar operação

O empresário e ex-deputado federal Remídio Monai publicou uma nota em grupos de WhatsApp e nas redes sociais, neste sábado (15 de junho), criticando o vazamento de mensagens supostamente trocadas pelo ex-juiz da Lava Jato e atual ministro, Sérgio Moro, e o procurador da República, Deltan Dallagnol, obtidas através de um hacker anônimo e divulgadas numa séria de matérias pelo site The Intercept Brasil. As mensagens foram trocadas por Moro e Dallagnol por meio do aplicativo para celular Telegram.

Remídio chama os vazamentos de “irresponsáveis” e diz que eles foram feitos “com objetivos duvidosos” para “abalar a credibilidade da maior operação de combate à corrupção da história brasileira”. Remídio diz que a Operação Lava Jato precisa contar com todo o apoio da sociedade brasileira neste momento em que se tenta desacreditar a atuação de seus integrantes.

“A Lava Jato foi constituída pelo valoroso trabalho integrado de servidores da Justiça federal, do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal e estão nos proporcionando um profundo resgate aos valores da nossa sociedade”, defende.

“Não podemos nos deixar levar pela tentava de manipular a opinião pública para colocar em dúvida a seriedade e o inquestionável resultado da operação lava Jato e da Justiça brasileira. As provas usadas pela Lava Jato, que levaram a condenação de vários corruptos, são irrefutáveis”, continua a nota do ex-deputado.

Por fim, Remídio diz que os esquemas ilegais desvendados pela Lava Jato, que desviaram bilhões de reais dos cofres públicos realmente existiram e que a corrupção precisa continuar a ser combatida. “Este é o posicionamento de um cidadão brasileiro”, diz Remídio.

Na sexta-feira (14 de junho), o The Intercept Brasil divulgou outra leva de mensagens trocadas por Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, com o objetivo de sustentar que o ex-juiz da Lava Jato era quem, de fato, conduzia as investigações, dando pistas, sugestões e orientações aos procuradores da Foça Tarefa. Neste domingo (16) foi publicada outra matéria, acusando Moro de acusar o Poder Judiciário brasileiro para fins políticos.