Governo da Venezuela solicita ao Brasil proteção para imigrantes

O governo brasileiro recebeu um pedido da Venezuela para que proteja seus cidadãos que vivem aqui no país, depois das manifestações deste sábado (18) que resultaram na destruição de abrigos de imigrantes venezuelanos, na cidade de Pacaraima. O protesto de ontem foi decorrente de um assalto ao comerciante brasileiro conhecido como Raimundo da Churrascaria por quatro venezuelanos. O comerciante foi espancado quase até a morte e está internado no Hospital Geral de Roraima (HGR).

O pedido de proteção aos imigrantes foi feito pela Chancelaria venezuelana que manteve contato com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), segundo nota divulgada pelo governo de Caracas. O governo venezuelano quer do Brasil “garantias correspondentes aos nacionais venezuelanos e que tome as medidas de proteção e segurança de suas famílias e bens”.

Conforme o jornal Correio Braziliense, a Chancelaria da Venezuela manifestou “preocupação com as informações que confirmam ataques a imigrantes venezuelanos, assim como desalojamentos em massa”, atos que “violentam normas do Direito Internacional”.

Conforme noticiamos aqui no Blog do Luiz Valério, na manhã de ontem, a manifestação contra o aumento da violência em Pacaraima começou pela manhã, depois que o comerciante Raimundo da Churrascaria foi ferido num assalto. Seus familiares responsabilizaram quatro venezuelanos.

Indignados com a falta de providências do governo Brasileiro, cerca de 2 mil moradores de Pacaraima saíram às ruas da cidade na manhã de ontem e atacaram os dois principais acampamentos improvisados dos imigrantes e queimaram seus pertences. Três brasileiros ficaram feridos.

Conforme as informações vindas de Caracas, o presidente Nicolás Maduro determinou que os funcionários de seu consulado em Boa Vista sigam para Pacaraima para analisar a situação dos venezuelanos na região. Maduro agora acusa os brasileiros de estarem tomados por uma “perigosa matriz de opinião xenófoba, multiplicada por governos e pela imprensa a serviço do imperialismo”.

Com informações do Correio Braziliense