Corrida pela Prefeitura de Boa Vista começa para valer com 1 ano de antecedência

Todos os dias, novas movimentações e lançamentos de nomes (ainda que soem apenas como balões de ensaio) apontam que a corrida para a sucessão da prefeita Teresa Surita (MDB), como gestora de Boa Vista, está de vento em popa. O que não falta são nomes de possíveis pré-candidatos lançados nas redes sociais aos montes para testar a aceitação dos eleitores. Até aqui, nesta segunda-feira (2 de dezembro), há pelo nomes 16 nomes postos no tabuleiro de xadrez político na capital.

O mais recente lançamento foi o nome do ex-senador Mozarildo Cavalcanti, que era falado nos bastidores timidamente até bem pouco tempo. Neste final de semana, ele mesmo publicou no Facebook que será, sim, candidato ao Palácio 9 de Julho. Mozarildo ensaiou uma candidatura ao Senado em 2018, mas foi deixado para trás por seu grupo político. Há que diga que ele não teme nenhuma chance, mas não se pode subestimar um político com a sua trajetória.

“Há dois anos, fecharam-me às portas e impediram a minha candidatura ao Senado, nas eleições de 2018. Mesmo assim, lutei junto com um grupo de amigos para afastar corruptos e mentirosos do poder, que queriam continuar assaltando nosso povo e o nosso amado Estado de Roraima. Com o objetivo de agir com honestidade e de ampliar o alcance dos benefícios para toda nossa cidade e sua gente, principalmente para aquelas pessoas que moram nos bairros periféricos, os mais desassistidos pela Prefeitura de Boa Vista e por estar de acordo com as ações do Ministro Moro e do Presidente Bolsonaro e atendendo aos apelos da minha consciência e do povo de Roraima resolvi me colocar à disposição para ser candidato a Prefeito de Boa Vista, em 2020”, escreveu o ex- senador no Facebook.

Adicionado o nome de Mozarildo, o cardápio de nomes de pretensos candidatos à Prefeitura de Boa Vista é o mais abrangente possível. Tem desde políticos que ganharam destaque na campanha de 2018, como é o caso do vice-governador, Frutuoso Lins (Solidariedade), até o ex-senador Romero Jucá (MDB), que como eu disse aqui é o pior e o melhor nome do seu grupo.

Lembremos que Frutuoso abandonou o grupo do governador Antônio Denarium para se fazer “o candidato” a prefeito do deputado Jalser Renier. Para romper a parceria, Frutuoso buscou uma desculpa esfarrapada. Logo se soube que ele estava se aliando politicamente ao poderoso deputado Jalser. Por isso, ficou com a pecha de traidor. Ainda sobre frutuoso: na campanha de 2018 para o governo, ele disse, num comício que este blogueiro acompanhou, que jamais faria o que Paulo César Quartiero fez, abandonar o barco quando as coisas ficassem difíceis.

Frutuoso afirmou, naquela ocasião, que independente de qualquer coisa, era um homem de grupo, de partido, um homem de palavra, acima de tudo. Disse que honraria seu compromisso até o fim. Mas, na primeira oportunidade, levado por suas conveniências, resolveu esquecer tudo aquilo que havia dito e rompeu com seu grupo político para se juntar ao presidente da Assembleia Legislativa. O curioso de tudo isso é que Frutuoso adotava o discurso do combate à corrupção.

Na lista há ainda nomes absolutamente desconhecidos. Por exemplo: alguém sabe quem é Wilson Samaritano? O que ele faz? No entanto, nossa legislação eleitoral dá a todos que estejam filiados a um partido político o direito de se candidatar.

Nessa salada de nomes que temos agora, encontramos algumas personalidades conhecidas do cenário político local, como o ex-deputado estadual Oleno Matos, o ex-deputado federal Luciano Castro (PL), o inconfiável tio Luki, Gerlane Baccarin (Progressistas), esposa do deputado federal Hiran Gonçalves, presidente regional do partido (eu já escrevi sobre ela aqui), a ex-senadora Ângela Portela (PDT), o pastor e presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus , Isamar Ramalho (PHS), que também concorreu ao Senado em 2018, e o deputado federal neófito, Antônio Nicolleti (PSL).

Mas a lista não para por aí. Tem mais. Alguns dos nomes mais citados quando o assunto é pré-candidatura à Prefeitura de Boa Vista, são os deputados federais Haroldo da Cathedral (PSD), Jhonatan de Jesus (Republicanos) e Shéridan Oliveira (PSDB) que, diga-se, perdeu força, depois da morte do seu idealizador e guru político, o ex-governador José de Anchieta. Outro nome que sempre aparece nas rodas de conversa sobre o assunto é o do vereador Linoberg Almeida (Rede).

Podem ser citados ainda o vereador Zélio Mota (PSD) e a fiel seguidora de Teresa, Simone Queiroz. E ainda tem o Deilson Bolsonaro que, dizem, tem uma relação de proximidade com o presidente da República Jair Bolsonaro. Certamente, o pré-candidato vai usar o nome do presidente e essa suposta relação para tentar se consolidar como um postulante ao cargo de prefeito da nossa capital. Certamente, para tentar “se vender” como uma boa alternativa, serão usadas as mais diversas estratégias pelos pretensos pré-candidatos. Uma coisa é certa: a corrida maluca já começou.