Governo de Maduro prende crianças e adolescentes em protestos

O governo ditatorial decadente do presidente venezuelano Nicolás Maduro não está poupando nem mesmo crianças e adolescentes. Informações divulgadas pelo Fórum Criminal apontam para a prisão de 34 menores nos protestos do dia 23 de janeiro em Yaracuy. Conforme a denúncia, 11 menores foram privados de sua liberdade sob as ordens da juíza de controle Ediluz Guedez sem “ter uma única prova”.

Na reação violenta da Guarda Nacional Bolivariana e da milícia armada arregimentada por Maduro, os meninos, com idade entre 11 e 16 anos, foram acusados de terrorismo, obstrução de justiça, conspiração e associação para cometer um crime. O governo venezuelano não atendeu os pedidos de liberação dos menores feitos pelo Ministério Público e por advogados de defesa.

Fontes do blog que moram na Venezuela e têm parentes residindo no país caribenho informam que as crianças e adolescentes presos como supostos terroristas estão sendo tratados com violência no cárcere. Conforme o porta-voz da ONU para Direitos Humanos, Rupert Colville, entre os casos há até o de uma criança de 12 anos.

A jornalista Mariana Velásquez, radicada em Madrid, Espanha, também denunciou a situação no Twitter:

https://twitter.com/EsResonante/status/1089958476099534849
https://twitter.com/EsResonante/status/1089632315460997120

O blog recebeu o relato da advogada, Norma Delgado, encaminhado por uma fonte venezuelana, sobre a prisão dos jovens:

“O cenário tem sido um dos mais dolorosos dos que participei em 30 anos de prática profissional, 11 crianças, algumas até com os seus uniformes escolares, foram espancadas e humilhadas”. Ela continuou: “Eu reclamei à juíza (Ediluh Guedes Ochoa). Eu disse a ela que ela era mãe e cidadã e que ela deveria assumir o que tinha feito. E a mulher como se fosse um feito, me disse: eu vou assumir. O Procurador solicitou medida cautelar. A lei estabelece que os juízes devem considerar se o Ministério Público tem elementos suficientes para ditar uma medida”.

Norma Delgado

O relato de Norma Delgado continua:

“A juíza negou a medida cautelar e ditou sentença. Uma garota teve uma crise, se jogou no chão e gritou por que eles arruinaram seu futuro. Sua mãe tinha ido ao Peru para trabalhar para apoiá-la, ela morava com a avó, todos choravam. Outra criança, em desespero, gritou que, desde que foram detidos, a única vez em que foram tratados como pessoas foi naquela audiência”.

Norma Delgado

Com informações de fontes venezuelanas, Twitter, Estadão e Clarín

Imagem: Clarín/AFP

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