Os políticos precisam ouvir mais os eleitores e agir menos de acordo com suas conveniências

A repercussão negativa de uma matéria que postei por esses dias aqui no Blog do Luiz Valério me mostrou o quanto geralmente as ações e ideias dos políticos estão dissociadas das necessidades e até mesmo das expectativas dos cidadãos que os elegeram.

Na maioria das vezes, os representantes políticos da sociedade só escutam suas bases, seus eleitores, no momento da campanha e depois agem como se não devessem nenhuma explicação ou não tivessem nenhuma expectativa a satisfazer.

E não é bem assim.

Nesses tempos de redes sociais, onde cada pessoa é um emissor com uma grande vontade de se expressar e sempre muita coisa a dizer, os políticos precisam ouvir mais antes de se lançarem na elaboração e execução de um projeto ou na defesa de uma ideia.

Antes de pensar em alocar recursos para determinada área, um deputado estadual ou federal precisa ouvir sua audiência, seu público. Deve, inadiavelmente, consultar suas bases. Buscar ouvir a voz do povo.

De que adianta, por exemplo, destinar recursos para a construção de pistas de atletismo se os moradores de uma cidade interiorana não têm sequer pontes que permitam aos estudantes trafegarem para frequentar a escola? Ou para os agricultores escoarem sua a produção?

Daí a importância de se fazer um mandato participativo. Isso não é utopia. Afinal, vivemos na época da colaboração. E como eu disse, as pessoas querem ser ouvidas sobre o atendimento das suas necessidades. Um político inteligente, conectado com a nova realidade, precisa saber ouvir.

Não adianta nada legisladores elaborarem projetos mirabolantes em busca de recursos para a execução de propostas que em nada resolvem as dores imediatas das pessoas que eles representam no parlamento.

Mais do que nunca, as sociedades e comunidades querem ser ouvidas. Não é à toa que os eleitores se mostram tão descrentes na política. O fato é que eles não se sentem representados simplesmente porque não são ouvidos.

Como dizia minha santa avozinha: “o inferno está cheio de boa intenções”.

Os moradores de um estado como Roraima, por exemplo, têm necessidades prementes que precisam ser atendidas, satisfeitas.

Para não correr o risco de errar na alocação de recursos, basta  aos políticos apenas se despir da vaidade e buscar ouvir aqueles que lhes deram o mandato: o povo.

Afinal, foi com essa promessa que foram eleitos.

As redes sociais estão aí para ensinar aos políticos que reputações se constroem e se desconstroem do dia para a noite. Basta um passo em falso e bummm! Era uma vez a reputação.

Para tanto, basta um acerto digno de aplausos ou curtidas e comentários positivos, o que renderá valorização para o político em questão. Ou um erro crasso que será igualmente (ou mais ainda) propagado ao infinito nas redes sociais pelas pessoas que se sentirem excluídas, desconsideradas ou prejudicadas.

#ficaadica.

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