Texto sobre Operação Royal Flush publicado no site do MPRR suprime informações sobre Cartas Marcadas

Não entendi direito o motivo, mas o texto sobre a Operação Royal Flush publicado no site do Ministério Público de Roraima foi enxugado de forma a suprimir a informação de que a ação policial desta quarta-feira (2 de janeiro) está relacionada com a Operação Cartas Marcadas, também deflagrada pelo Grupo de Ações Especiais de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em 2016.

Na versão do texto publicado no site do órgão ministerial também não consta a informação repassada pela Assessoria de Comunicação do MPRR à imprensa, de que durante as investigações do órgão “foi apreendida na casa da então presidente da CPL da ALE na época, Verona Sampaio, presa na Operação Cartas Marcadas e condenada pela Justiça, uma agenda com a contabilidade de pagamentos dos valores desviados pagos diretamente ao parlamentar [Jalser Renier]”.

Também foi suprimido do texto o seguinte parágrafo, que consta na versão que foi encaminhada à imprensa:

“Conforme as investigações, constatada verdadeira vocação para a prática de ilícitos por parte dos investigados, contando com estrutura complexa fato que denotou ser estilo de vida dos investigados, que merece resposta efetiva por parte dos órgãos fiscalizadores”.

Outro trecho suprimido foi o seguinte:

“O MPRR também investiga a prática do crime de obstrução de Justiça pela suspeita de vazamento da Operação realizado nesta hoje (2), uma vez que o deputado Jalser Renier buscou informações nos órgãos de controle sobre a existência de eventual mandado de prisão expedido contra ele.”

Faço essa anotação aqui no blog apenas a título de curiosidade.

Texto reproduzido do site do Ministério Público de Roraima

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