Jucá aparece em novo caso de propina para aprovar projeto de interesse da Odebrecht

O mandato do senador Romero Jucá (MDB) está acabando, mas a quantidade de esquemas nos quais ele é acusado de ter se metido para tirar proveito em causa própria do mandato que a população de Roraima lhe outorgou só aumenta. A Polícia Federal descobriu no sistema pagamento de propinas da Odebrecht que Jucá, Renan Calheiros (MDB-RR) e os ex-senadores Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e Gim Argello (sem partido-DF), além de um quinto nome apelidado de Glutão, teriam recebido R$ 8,5 milhões da empreiteira para aprova projetos de seu interesse.

A descoberta foi possível graças a uma perícia realizada nos sistemas de comunicação e de contabilidade informais da Odebrecht, que mostrou o pagamento da propina entre maio e agosto de 2012.

De acordo com a PF, os senadores teriam recebido o pagamento indevido para trabalhar pela aprovação do projeto de resolução do senado 72/2010, que limitou a concessão de benefícios fiscais pelos estados em portos a produtos importados. A Braskem, uma das empresas do grupo Odebrecht, foi beneficiada neste esquema que ficou conhecido como “Guerra dos Portos”.

De acordo com os registros do sistema Drousys, da Odebrecht, Delcídio Amaral teria recebido os R$ 500 mil em São Paulo EM 16 de agosto, em pagamento feito pelo doleiro Álvaro Novis. Gim Argelo (o Campari) teria recebido R$ 1 milhão, em São Paulo, no dia 10 de maio de 2012. Jucá, na condição de líder do governo, teria recebido R$ 3 milhões, nos dias 17 e 24 de maio e 20 de junho de 2012.

A Renan Calheiros (o Justiça) teria sido pago R$ 1 milhão, no dia 31 de maio de 2012. Outros R$ 3 milhões foram destinados para o codinome Glutão, em Brasília, no dia 9 de maio de 2012, cujo nome real ainda não se sabe qual é.

A PF investiga para descobrir quem é Glutão. No dia 12 de dezembro, a corporação pediu ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação das investigações por mais 60 dias. O objetivo é cruzar dados da perícia com as provas coletadas na Operação Armistício, realizada em 8 de novembro, onde foram recolhidas informações sobre os supostos intermediários de Jucá, Renan e Gim Argello.

Jucá, claro, nega as acusações. Em nota enviada ao portal G1, por sua assessoria, o político diz ” lamentar que, “mais uma vez”, tentem envolver o nome do senador de Roraima “em um esquema que está sendo propagado por dois delatores que não apresentam nada além de e-mails trocados entre eles”.

Na nota, Jucá afirma ainda que “este mês, foi arquivado pelo STF mais um inquérito que investiga o senador [Jucá], mostrando que as acusações não se sustentam pois não há nada que possa comprometê-lo”.

Com informações do G1

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Autor: Luiz Valério

Luiz Valério nasceu em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense. Sou formado em Letras e atua como professor e jornalista. Tenho pós-graduação em Comunicação Social, Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias. Escrevo blogs desde 2003 período a partir do qual passei a me dedicar ao estudo do tema. Seja bem vindo, a casa é sua!

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