STJ brinda acusados na Operação Escuridão com concessão de liberdade

Acusados de integrar uma organização criminosa cujo objetivo era desviar recursos do sistema prisional, Guilherme Campos, filho da governadora afastada de Roraima Suely Campos (PP), o deputado eleito Renan Filho (PRB), os ex-secretários de Justiça e Cidadania, Josué Filho e Ronan Marinho, o empresário dono da empresa Qualigourmet, João Kleber Martins, e mais cinco pessoas foram brindados nesta terça-feira (18 de dezembro), pelo Superior Tribunal de Justiça com (STJ), com a concessão do direito à liberdade.

Envolvidos num esquema que desviou mais de R$ 70 milhões do sistema prisional, dinheiro destinado à alimentação dos reeducandos, eles foram presos há 20 dias pela Polícia Federal.

Conforme as investigações, o esquema contava com a participação de 11 pessoas e vigorou durante os anos de 2015 a 2017. A decisão do STJ demonstra o quanto a justiça brasileira é falha e pouco confiável e passa o recado à sociedade de que, no Brasil, o crime compensa, sim. Basta ter dinheiro e ser bem relacionado.

O pedido de soltura foi feito pela defesa de Guilherme Campos e negado inicialmente pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, no dia 14 de dezembro. No entanto, o mesmo magistrado mudou de opinião de forma curiosa, num curto prazo de quatro dias, e hoje concedeu uma liminar dando liberdade aos acusados.

A PF acusa os envolvidos de superfaturar o valor das marmitas fornecidas ao sistema prisional, além de informarem uma quantidade maior que a entregue efetivamente. Outra acusação é quanto a falta de qualidade da alimentação destinada aos presos.

A Polícia Federal sustenta que o grupo encabeçado por Guilherme Campos formava uma organização criminosa responsável pelo desvio de cerca de 30% do valor dos contratos com a Sejuc. O destino do dinheiro era o pagamento de propinas.

Ainda conforme as investigações da PF, Guilherme Campos era o verdadeiro dono da empresa Qualigourmet, que tinha no deputado estadual eleito Renan Filho seu braço direito. O filho da ex-governador teria transformado Roraima num “balcão de negócios”, conforme o relatório das investigações.

Com informações do G1 Roraima

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