Policiais Civis e GAECO fazem diligências na Assembleia Legislativa de Roraima

Cerca de dez policiais civis foram à Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (6 de dezembro), em duas viaturas, acompanhados de membros do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e protocolaram documentos intimando servidores da Casa, por volta das 10h30min.

Dois agentes foram até o setor de recursos humanos e analisaram documentos. Informações não oficiais dão conta de que se trata de uma investigação sobre a possível existência de servidores fantasmas no Poder Legislativo estadual.

A reportagem do Blog do Luiz Valério acompanhou o exato momento da chegada dos policiais na Assembleia, assim como a entrega das intimações no setor de protocolo da Casa.

Foi possível ver uma relação de nomes num dos documentos, ainda que não tenha dado tempo para ler os detalhes. Os policiais disseram não saber o teor dos da documentação. Alegaram que foram apenas destacados para entregá-los na Assembleia.

O ponto mais curioso dessa ida de policiais civis à Assembleia Legislativa é o fato de que um emissário passou avisando nos gabinetes, no dia de ontem, que haveria uma operação policial no Poder Legislativo nesta quinta-feira. Servidores comentavam pelos corredores da Casa que já sabiam que os policiais estariam na lá hoje.

Enquanto os dois agentes estiveram no setor de Recursos Humanos da Casa, os demais policiais ficaram do lado de fora, com as viaturas paradas em cima da calçada do Palácio Antônio Martins, sede do Poder Legislativo.

A Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa quis minimizar o episódio e soltou uma nota afirmando que “agentes da Polícia Civil estiveram nesta Casa apenas para protocolar requerimentos administrativos e intimar servidores e ex-servidores deste Poder sobre assunto relacionado à prestação de contas de diárias recebidas no ano de 2015”.

De sua parte, a Polícia Civil de Roraima (PCRR) também expediu uma nota com a informação de que o processo referente às diligências realizadas esta manhã no Poder Legislativo tramitam em segredo de Justiça, “razão pela qual não pode prestar esclarecimentos sobre os fatos”.

Mesmo assim, a Mesa Diretora da Casa quer tapar o sol com a peneira e tenta criar um eufemismo para definir o que está evidente: trata-se de uma operação policial que investiga algum tipo de desmando naquele poder.

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Autor: Luiz Valério

Luiz Valério nasceu em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense. Sou formado em Letras e atua como professor e jornalista. Tenho pós-graduação em Comunicação Social, Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias. Escrevo blogs desde 2003 período a partir do qual passei a me dedicar ao estudo do tema. Seja bem vindo, a casa é sua!

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