Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp

Empresários estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no aplicativo WhatsApp. A prática é ilegal e vedada pela justiça eleitoral, por se tratar de tática de doação ilícita e não declarada.

Como apurado pela Folha de São Paulo, os contratos chegam a R$12 milhões. As empresas que apoiam o candidato Jair Bolsonaro compram o serviço chamado “disparo em massa”, usando a base de usuários do próprio candidato ou bases vendidas por agências de estratégia digital.

A prática se torna ilegal uma vez que o uso de bases de terceiros é utilizada no lugar de números de listas cedidas voluntariamente. As bases, por vezes, são oferecidas ilegalmente por empresas de cobrança ou por funcionários de empresas telefônicas.

Entre as agências prestando o serviço estão a Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market.

A exemplo, o candidato ao governo de Minas, Romeu Zema, do partido NOVO declarou ao TSE o pagamento de R$ 200 mil à Croc Services para impulsionar conteúdos. R$ 165 mil do diretório do partido no Estado foram gastos com a prática.

O jornal Folha de São Paulo teve acesso a propostas e, trocas de e-mail da empresa com algumas campanhas oferecendo o serviço de disparo em massa, utilizando dados de terceiros, o que é ilegal.

Questionado sobre os e-mails, Pedro Freitas, um dos sócios da Croc Services afirmou: “Quem tem que saber da legislação eleitoral é o candidato, não eu”.

Eleitores de Minas receberam mensagens no Whatsapp vinculando o voto em Zema ao voto em Jair Bolsonaro dias antes do primeiro turno. Zema que estava em terceiro lugar nas pesquisas, terminou em primeiro.

Com informações da Folha de São Paulo

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