Sexo na cabeça


Eis o conselho que uma loira brasileira entendida em sexo deu ontem aos turistas que visitam o Brasil.

Não foi uma loira qualquer, dessas que entendem de sexo na prática diária de profissional do prazer nos inferninhos, nas boates, no rebolar da bunda em cima do palco ou na encenação de gozos homéricos em filmes pornôs.

A frase saiu da boca de Marta, a sexóloga.

Ministra do turismo, a ex-senhora Suplicy quis desdenhar – apesar de dizer que não – da crise aérea que toma conta do país ao usar a metáfora erótica durante uma entrevista coletiva.

Depois teve que se desculpar em nota oficial à imprensa.

Disse que sua “intenção foi dizer aos jornalistas e à população que viajar vale a pena, mesmo que os problemas nos aeroportos demorem um pouco mais, apesar de todo o empenho do governo federal para agilizar as soluções.”

Que coisa, o PT no poder está parecendo aqueles jecas esteriotipados de filmes, que ficam ricos de repente e não sabem o que fazer com a nova situação social e, por isso, acabam fazendo uma m… atrás da outra.

De tanto ler, escrever, teorizar e falar sobre sexo durante muitos anos da sua vida, a ministra do Turismo não consegue pensar em outra coisa a não ser “naquilo”. Até em discursos oficiais e entrevistas coletivas. Costume de casa…

Também, para um país cuja capital federal mais parece um bordel a céu aberto, não poderia ser diferente.

Os gringos que vêm ao Brasil em busca de diversão e sexo fácil não poderão ser acusados de prática de crime, caso levem as palavras da ministra ao pé da letra. Afinal, foi um incentivo oficial para a predisposição latente de aproveitar dos prazeres da carne em solo brasileiro.

Como diz o José Simão, acho que todos nós devemos pingar algumas gotas de colírio alucenógeno, porque tá f… aguentar os deslizes verbais, éticos, morais e comportamentais da elite que domina o país.
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