CONFUNDEM O CORCOVADO COM PEITOS E BUNDAS

O Brasil continua sendo o destino de pessoas de todo o mundo que, atraídos pela propaganda negativa que fazem do país lá fora, vêm aqui fazer turismo sexual. A Folha On Line traz uma matéria hoje, escrita pelo jornalista VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO, enviado a Miami, segundo a qual militares americanos estão vindo aliviar o stress nas praias de Copacabana, em busca das mulheres brasileiras, cuja imagem é vendida lá fora apenas do ponto de vista sensual. Até parece que a mulher nacional não tem cabeça para pensar. São apenas um par de peitos e uma bunda rechonchuda. A propaganda que atrai os milicos americanos diz o seguinte: “É difícil viajar para um país diferente e saber as baladas quentes, os lugares que os baladeiros brasileiros vão. Você não quer perder a noite inteira buscando um lugar e muito menos ficar na fila atrás de gente que não fala inglês e que não deixará você entrar. Nosso serviço de festas VIP é a solução, com transporte, entrada, fura-fila, acesso à área VIP e guia particular”.

O programa de “Descanso e Recuperação” no Brasil está publicado no site do Exército dos Estados Unidos, onde a meta é “dar alívio aos servidores e livrá-los do estresse da missão de combate”. A empresa responsável por trazer os militares americanos para cá em busca de prazer fácil na orla de Copacabana é a agência Tours Gone Wild, de Miami, que promete “a viagem da sua vida”. O pacote é oferecido regularmente por US$ 1.300 ou US$ 3.000 neste período de alta estação. A matéria de VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO diz que o que “turismo é o que menos importa. No site, a propaganda é mulher, festa, mulher, mulher, festa, outra festa, outra mulher. Não necessariamente nessa ordem. Quer mais?”.

Isso me faz lembrar um pouco a situação aqui de Roraima, onde a prostituição passou a ser vista como algo natural. O aliciamento de infanto-juvenis ainda é uma realidade triste, apesar de ser perceptível uma redução nos índices. Como nos grandes centros, a prostituição se enraíza em todos os ambientes e há garotas que fazem programa para bancar o curso universitário, segundo argumentam. Outro dia eu fui apresentado virtualmente a uma garota de programa que se identificava por Garota Pany (traduzindo: garota de programa Any). Tentei fazer uma reportagem com ela sobre a prostituição elitizada, mas ela não aceitou. Conversou comigo pelo MSN e disse que usa o comunicador instantâneo para “pescar” clientes na rede. Chaga a fazer cinco programas por dia. Uma Bruna Surfistinha do lavrado. Disse que nas faculdades particulares muitas garotas como elas sustentam o curso usando do mesmo expediente. Lamentável.

Curioso é perceber que as meninas que se submetem à prostituição dão preferência a esse tipo de trabalho, com o qual dizem ganhar um bom dinheiro, do que encarar um serviço normal, convencional. Como o argumento usado por outras tantas, a Garota Pany diz que faz programa apenas para pagar o curso universitário e que quando conseguir juntar um bom dinheiro, vai deixar a vida. Meninas que pensam desse tipo acabam por fomentar uma indústria de sexo onde os cafetões do século XXI ganham uma fortuna, enquanto elas ganham uma miséria e ainda perdem a dignidade.

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