PROSTITUIÇÃO NA CAPITAL FEDERAL

As noites de Brasília estão frias e chuvosas nesta primavera. O que anda bastante aquecido na Capital Federal é o clima político e o mercado de sexo. Basta uma saída do hotel para que a abordagem feita por belas mulheres ocorram em cada quadra da zona hoteleira norte. “Quer sexo hoje?”. Esta é a senha para a abordagem aos clientes usadas pelas “primas”, como diz um colega médico praibano.

A cada qaurteirão um novo convinte, uma nova cantada. É a luta pela sobrevivência no cedntro do poder. Cinquentões com seus carrões de luxo são os alvos preferidos das “meninas”. Mas também não faltam convites para o “bate-charque” com os pés-rapados que, como eu, circulam pelas ruas da cidade. Afinal, não há nada mais democrático que o sexo, desde que se tenha interesse em deitar com uma atriz da alcova.

Olhos verdes reluzentes na intensa iluminação braziliense, vestido impecável, batom vermelho caprichado. Lindas putas de luxo. Muitas “primas” se produzem como se acabassem de sair das compras e ficam na porta dos shopping centers, como belas esposas apaixonadas à espera do marido amado. Calçadas e estacionamento de hotéis também são os pontos preferidos das profissionais do prazer pago.

Homens ou mulheres que resolvam fazer um passeio noturno pelas ruas projetadas de Brasília não escapam do convite: “vai sexo hoje?”. A simpatia das “damas da noite” é um apelo e tanto para aqueles que não suportam a solidão nem ligam a mínima para o fato de que estarão comprando um prazer solitário. As meninas não beijam na boca para não se apaixonar e combram para satisfazer cada fantasia mais ousada. O glamour da conquista acaba quando o gozo chega.

“E aí, quer no meu número?”, oferece uma lind loira de olhos claros. “Vai sexo hoje?”, diz outra de mais de forma mais direta, com seus (suponho) quarenta anos estampado na face. A cada quateirão uma nova abordagem. A invetiável troca de cartões com executivos sessentões acontece aos olhos dos passantes. Uma morena bonita sorri, sai requebrando de forma insinuante e entra num carro estacionando logo à frente. A noite começou para ela. Dentro de duas horas, mais ou menos, ela estria de volta ao ponto para renovar o convite: “Quer sexo hoje?”

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