Filhos da pátria que pariu

Setembro chegou. Por todos os lados movimentações oficiais e oficialiescas para comemorar a Independência do Brasil. Qual independência? Também me pergunto.

Esse esboço de nação, borrado pelas malandragens políticas, pela picaretagem deslavada e pela roubalheira institucionalizada é cada vez mais dependente dos ricos do Norte.

O nosso presidente pseudopopular demonstra estar mais preocupado em atender as imposições do capital externo.

Enquanto isso, o país se transforma em tudo o que não queríamos: uma imitação barata da economia capitalista ultra-selvagem, onde o ser humano não tem lugar, onde o que importa é obedecer às leis do mercado.

Danem-se as necessidades básicas dos cidadãos. Segurança para quê? E para quê emprego, moradia, alimentação e educação de qualidade? Quem precisa de dignidade nessa nossa pátria amada, do salve-se quem puder?

Todos fomos transformados em filhos bastardos deserdados. Nascemos numa pátria-mãe espoliada e estuprada desde o berço. Desideologizaram a política porque assim é mais fácil vendar os olhos dos que querem ver.

Os que não enxergam devido à fome de comida e de saber, só querem sobreviver, mesmo que seja com as sobras da hipocrisia. Pouco se importam com política. Estamos todos num mesmo caldeirão onde o caldo entornou de vez. Somos todos filhos desta pátria que pariu.

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