Reflexões sobre a escola e a Educação

Como é do conhecimento de alguns, me divido entre o jornalismo e o magistério. Vivo entre a Redação e sala de aula. Ontem à noite, participava de um encontro de educadores que fazem o Progestão – programa de formação de gestores escolares – quando era travado um debate sobre o papel da escola e sobre para que serve o projeto político pedagócio para as instituições de ensino.

Um dos participantes dos debates, o professor Antônio Hilário Silva Filho, do Instituto Superior de Educação de Roraima (ISE) e da Faculdade FARES, disse a esse respeito que “o papel da escola é o de resistência ao neoliberalismo, da promoção da discussão da ordem social, da busca pela reumanização do homem e da formação crítica e participativa dos nossos jovens”.

Durante todo o encontro foi questionado o papel passivo desempenhado pela escola hoje, de apenas repassadora de conhecimentos. Foi ressaltada a importância do projeto político pedagógico como um dos instrumentos capazes de mudar esse quadro. A esse respeito, a professora Ana Lúcia de Souza, da Universidade Federal de Roraima (UFRR), argumentou que nós, seres humanos, “somos seres culturais e que, portanto, podemos contribuir para uma nova cultura escolar”.

A educadora lançou uma reflexão sobre a importância do PPP: “O projeto político pedagógico vai estar sempre [e é bom que esteja sempre] inconcluso”, porque, segundo ela, quando não há mais o que mudar, acabam as esperanças de que possamos mudar a realidade.

O encontro de educadores contou com a participação de mais de 200 profissionais do Magistério. Foram feitas várias críticas e colocações sobre o uso político indevido da Educação no Estado de Roraima, como a nomeação de diretores ao bel prazer dos mandatários de plantão. “É um absurdo que os diretores de escola continuem sendo dindicados, quando deviam ser eleitos”, indignou-se um educador.

Houve também queixas relativas à carência de professores em algumas escolas estaduais. Um dos que pronunciaram a esse respeito disse que na escola onde trabalha, a esta altura do ano letivo, ainda faltam professores para as disciplinas Português e Matemática. “Assim, uma Educação de qualidade se torna algo utópico”, registrou. Os nomes dos reclamantes serão omitidos neste post para evitar qualquer tipo de represália devido as suas declarações.

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