Ressaca de combustível

As principais revistas de informação do país repercutem, esta semana, a incansável disposição dos deputados federais e senadores para enlamear a imagem do Congresso Nacional (ver ilustração da Istoé ao lado), com práticas reprováveis. Um dos destaques das notas e matérias de Veja e IstoÉ, como não poderia ser diferente, é a gastança dos deputados com combustível, com foco no deputado roraimense Chico Rodrigues (PFL), gastador confesso.

A IstoÉ destaca no início do seu texto: “O desmanche moral do Congresso está longe de chegar ao fim. O empenho dos senhores deputados e senadores em produzir novos meios de ferir a ética, cometer espertezas e promover irregularidades está fazendo jorrar ainda mais lama sobre a instituição – e, claro, sobre eles próprios. Do uso irregular e excessivo das verbas de combustível à ocupação ilegal de apartamentos funcionais, golpes de todos os tamanhos estão sendo aplicados à instituição.”

Mais adiante, o semanário registra: “Na semana passada, o jornal O Globo mostrou que em 2005 os parlamentares receberam R$ 41 milhões da Câmara apenas para cobrir gastos com combustível – um número obviamente fora da realidade. Um dos recordistas é o deputado Francisco Rodrigues (PFL-RR). Nos três primeiros meses deste ano, ele pediu R$ 60 mil de reembolso, dinheiro que pagou combustível até para os caminhões de sua empresa em Roraima. Com todas as letras, em entrevista ao jornal, ele admitiu que frauda o benefício. “O instrumento mais fácil para justificar gastos é com notas de combustível”, revelou. “Um almoço, por exemplo, em que não consegui nota fiscal, justifico como gasto de combustível.” Também são recordistas do auxílio-combustível os deputados Marcelino Fraga (PMDB-ES) e Abelardo Lupion (PFL-PR)”.

Já a revista Veja traz na coluna “Veja essa”, onde são destacadas frases espalhafatosas ou comprometedoras de personalidades dos mais diversos ramos de atividade, a seguinte pérola de Chico Rodrigues: “Sou empresário e não preciso desse dinheiro, mas do que é de direito eu não enjeito 1 centavo. E, se tivesse mais, eu utilizaria”. Só para lembrar, Rodrigues confessou ter justificado com notas fiscais o gasto de R$ 60 mil com combustíveis somente nos primeiros três meses deste ano.

Anúncios

Deixe seu comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.