O motivo da probeza mundial: sabotagem econômica


Você sabe o que vem a ser “sabotador econômico”? Ou “assassino econômico”? Já ouviu alguma vez essas expressões na sua vida? Pois é, no mundo existem pessoas passando fome aos milhões, gente que tem que viver com menos de um dólar por dia, famílias inteiras renegadas a mais humilhante e degradante miséria. Bichos-homens ou homens-bichos que tiveram negado o direito à cidadania, a uma vida digna. Tudo por conta da ação de “sabotadores econômicos” que agiram e agem em nome da sanha capitalista dos Estados Unidos da América. Ficou curioso? Então leia a revista Caros Amigos, edição de março.

Lá está a confissão de um dos mais graves crimes já cometidos contra o ser humano, talvez só perdendo para holocausto de Adolf Hittler, na Alemanha nazista do início do Século XX. E tudo em nome do capitalismo, da manutenção da hegemonia de um império. Em entrevista à Caros Amigos, o americano John Perkins conta que, em 1968, saiu da faculdade de economia com o sonho de qualquer um dos seus compatriotas típicos – casar, ter filhos e vencer na vida. Porém, acabou recebendo o convite para ser voluntário no Corpo de Paz dos EUA, no Equador.

Naquele país, ele foi procurado pelo vice-presidente da Chas T. Main, uma empresa de consultoria internacional. O diretor da dita empresa lhe ofereceu uma vaga para trabalhar, supostamente por recomendação da Agência Nacional de Segurança americana, onde um tio de Perkins servia. É exatamente aí que começa uma das histórias mais repugnantes da qual um homem, na sua vilania, pode fazer parte. John Perkins se transformou num “sabotador econômico”, sujeitos que operam na defesa dos interesses capitalistas megalomaníacos dos Estados Unidos.

A missão desses agentes é convencer ou forçar os presidentes dos países pobres ou em desenvolvimento a contraírem dívidas impagáveis com os organismos financeiros internacionais – FMI, BIRD e Banco Mundial – para que se tornem reféns econômicos e entreguem suas riquezas e economias para o controle dos americanos. Assim, os países que caem nessa armadilha, como o Brasil e tantos outros da América do Sul e África, ficam sujeitos às regras do capital estrangeiro, tendo que cumprir metas de superávit e o pagamento de juros exorbitantes, restringindo o investimento em programas sociais efetivos e no combate à pobreza, confinando, assim, o seu povo à miséria vergonhosa e aviltante. Click aqui e leia a entrevista de John Perkins.

PS – Perkins se arrependeu dos crimes que cometeu contra a dignidade de milhões de pessoas mundo a fora, inclusive no Equador, e agora lança um livro contando como os Estados Unidos minou a economia e a dignidade de tantos países, com a ajuda de “sabotadores econômicos” como ele. Porém, outros “assassinos econômicos”, termo também utilizado por Perkins, ainda estão em atividade, quem sabe até aqui no Brasil. O livro de Perkins ocupa a lista dos mais vendidos do The New York Times e, no entanto, o jornal não dá uma linha em resenha sobre a obra. Nem ele nem nenhum outro jornalão americano. Ninguém quer desmascarar o império hoje comandado pelo ensandecido George W. Bush.

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