Uma crônica para Anápolis

A diversidade cultural brasileira é algo fantástico. Quão grande é a diferença de costumes, de vocabulário, de hábitos culinários, de projetos arquitetônicos e de paisagens nesse nosso país continental! Para se ter uma noção das diferenças sócio-econômico-culturais do nosso Brasil continente, basta algumas horas de vôo saindo de um estado para outro ou de uma região para outra. Nossa, quanta diferença! Nesses últimos quatro anos, tenho viajado o Brasil quase de ponta a ponta. O que para mim tem sido muito enriquecedor.

Nesse instante em que escrevo, me encontro no interior de Goiás. Anápolis, para ser mais preciso. A cidade nasceu da combinação da exploração de minérios e da agricultura. A formação do município teve a contribuição do fazendeiro Manoel Rodrigues dos Santos, que realizava em sua propriedade novenas e orações. Em 1859 Anápolis era apenas um pequeno aglomerando de 15 casas e uma escola.

Mais tarde, com a adoção de grande quantidade de terras feita por Joaquim Rodrigues dos Santos ao patrimônio já existente, isso em 1873, foi criada a freguesia de Santana das Antas. Quatorze anos depois (1884) esse nome foi modificado para Santana dos Campos Ricos. Em 1886 a freguesia retomou seu nome anterior – Santana das Antas. No dia 15 de dezembro de 1887 o povoado foi elevado à categoria de Vila, mas sua instalação só aconteceu em 10 de março de 1892. No dia 31 de julho de 1907, passou à cidade, com o nome de Anápolis.
Como todos sabem, Goiás é um estado brasileiro de economia basicamente agrária. Somente agora, o atual governador Marconi Perillo está tentando atrair, através de incentivos fiscais, indústrias para transformar o perfil econômico desta unidade federativa de agrário para industrial. A oferta de energia elétrica tem aumentado nas cidades interioranas, com o objetivo de atrair investidores. Contudo, o agronegócio é o que move este rico estado brasileiro.

Estando aqui hoje e tendo a oportunidade de provar da gostosa culinária goiana, relembro as reportagens que, quando ainda garoto franzino e desconhecedor da imensidão do nosso país, assistia no programa Globo Rural, da toda poderosa Rede Globo de televisão um desfile de comidas típicas, festas de cavalaria, todo o ritual religioso de Anápolis. Tudo aquilo me enchia os olhos com tanta beleza cultural. Mas nunca me passou pela cabeça vir aqui, sentir na pele e degustar os sabores desta terra. No entanto, aqui estou. O que é o destino, não é mesmo! Transformei-me num repórter aventureiro, cuja bússola é o coração.

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