A “febre” do internetês

Como muitos da minha geração haigtech, fiz do comunicador instantâneo Messenger (MSN) um eficiente instrumento de comunicação e trabalho. Muitos jovens usam o programa da Microsoft para socialização, agendar encontros de final de semana e para xavecos cibernéticos etc.

No jornalismo, o MSN se transformou num eficiente mecanismo de transmissão de informações, pautas e textos para profissionais que se encontram distantes geograficamente, mas aproximados pelas maravilhas da Internet.

De acordo com a edição deste mês da revista Língua Portuguesa, publicada pela Editora Segmento (uma ótima revista, por sinal), 15 milhões de usuários da Internet, no Brasil, trocam 500 milhões mensagens por dia através do MSN.

A reportagem que trata do uso do “internetês” – linguagem peculiar usada pelos internautas – o usuário de Internet passa uma média de 17 horas navegando na grande rede, deixando para trás os internautas dos Estados Unidos, Japão e Austrália. 62% dos usuários da rede mundial de computadores brasileiros já usam conexão em banda larga, mais rápida que a discada.

Mas esse acesso frenético à Internet no país gerou uma discussão acerca do uso do “internetês”, que é uma linguagem própria da juventude que vive grudada no computador. A nova forma de expressão é marcada pela supressão das vogais, excesso de abreviaturas e expressão gráfica dos sons da fala, além de uso de “carinhas” (emotions) para exprimir sentimos e humor. Daí a polêmica lingüística.

A discussão, que já ganhou a academia e a mídia, é motivada pelo receio de alguns estudiosos da língua de que os nossos jovens, tão pouco afeitos ao uso da norma padrão da língua portuguesa, atrofie de fez o uso do idioma pátrio escrito.

Para o jornalista multimídia, Marcelo Tas, apresentador do programa Saca-Rolha, do Canal 21 e dono do Blog do Tas, o problema está sendo superdimensionado. Já o professor titular de Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo (USP), o uso do “internetês” faz parte da metamorfose natural da língua. E você, o que acha de tudo isso? Dê a sua opinião. Deixe o seu comentário.

Se quiser saber mais sobre o assunto, pode ir á página da revista Língua Portuguesa. Uma outra revista, que mantém a mesma linha editorial é a Discutindo Língua Portuguesa, da Escala Editorial. No Observatório da Imprensa também tem matéria a respeito.

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