Siprom não descarta possibilidade de greve

Jairzinho Rabelo antecipou que nos próximos dias o Siprom vai convocar os associados para uma assembléia, com o objetivo de discutir o Plano de Cargos e Carreira da categoria. Ele disse que é preciso retomar a discussão que ficou emperrada com o questionamento, na Justiça, da Lei 480 pelo governo. O sindicalista afirmou que na reunião será discutida a paralisação da categoria, que se sente desprestigiada.

No ano passado foi formada a chamada Comissão de Gestão do Magistério (CGM), composta por membros do Siprom, do Sinter e do governo, mas as discussões não saíram do papel. Os representantes dos dois sindicatos tiveram que deixar a comissão e os substitutos ainda não foram repostos.

Segundo Jairzinho, os dois sindicatos discutiram e apresentaram propostas alternativas à Lei 480, mas Secretaria de Educação não teria dado retorno. O professor diz que 80% da comissão são compostos por representantes do Poder Executivo. “O governo entrou na Justiça questionando a Lei 480 e até agora não acenou com nenhum outro projeto”, criticou.

Além da questão do Plano de Carreira, os professores também vão discutir a necessidade de realização de concurso público para a contratação de professores, supervisores e assistentes de aluno. “Atualmente só existem 12 profissionais devidamente capacitados e concursados trabalhando na função de assistente de aluno, quando a necessidade é de pelo menos 800”, exemplificou Jairzinho.

Um outro ponto a ser tratado diz respeito à avaliação dos professores concursados. De acordo com o sindicalista, os 1.080 professores que foram avaliados pela Comissão Gestão do Magistério não tiveram sua aprovação homologada pelo governo.

“Vamos pressionar o governo para que resolva essa situação que prejudica os professores, em particular, e a Educação do Estado como um todo. Enquanto o resultado da avaliação do estágio probatório não é homologada, os professores estão perdendo a promoção e a progressão vertical a que têm direito”, comentou Jairzinho Rabelo.

Ele observa ainda que nem todos os professores foram avaliados pela CGM, cuja composição na época foi decidida pela ex-secretária de Educação, Ilma Xaude. Falta ser avaliados ainda os professores da Educação Indígena e os que estão lotados nas áreas rurais. “Só quem perde com essa situação são os professores”, afirmou.

Numa fala na tribuna a Assembléia Legislativa na semana passada, a deputada Marília Pinto afirmou que a Comissão de Gestão do Magistério teria sido “irresponsável”, na condução dos professores concursados que estavam em regime probatório. Ela se referia à atuação dos Sinter e do Siprom na tarefa de avaliar os professores. A reportagem não conseguiu manter contato com o Secretário de Educação Hidelbrando Falcão para falar sobre o assunto.

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