PRÓ-CUSTEIO
Guerra diz ser preciso ‘blindar’ programa


O deputado Chico Guerra exibe vales pró-custeio. “Foi fácil conseguir”, diz

O deputado estadual governista Chico Guerra (PSDB) exibiu ontem, na tribuna da Assembléia Legislativa de Roraima, três vales Pró-custeio conseguidos junto a um comerciante local, como forma de mostrar como é fácil conseguir o produto fora do circuito dos produtores rurais do estado. Com a atitude o parlamentar pretendeu minimizar as denúncias de irregularidades na distribuição dos vales, que segundo a oposição ao governo existiria dentro da Secretaria de Agricultura.

Guerra disse que a facilidade de consecução de vales Pró-custeio fora do circuito agrícola demonstra as falhas existentes no programa implantado no estado ainda na gestão do ex-governador Flamarion Portela (PTC). O deputado afirmou que tem conhecimento de pessoas que vendem o ticket do Pró-custeio, cujo valor é R$ 50, por até R$ 30. “E preciso encontrar uma forma de blindar esse importante programa contra as fraudes”, observou.

O parlamentar peessedebista sugeriu que o governo estudasse a viabilidade de nominar os vales a ser entregues aos produtores rurais de Roraima. Porém, essa pode não ser uma medida viável, uma vez que os vales são confeccionados pelo Banco Central do Brasil, conforme observou o deputado oposicionista Raul Lima (PMDB). Este, por sua vez, lançou a idéia de que o valor a ser concedido aos agricultores em vales Pró-custeio fosse feito num cartão magnético.

A deputada Marília Pinto disse, também na sessão de ontem, que o Programa Pró-custeio foi recebido pelo atual governo cheio de falhas que estão sendo sanadas aos poucos. “Este é um programa de difícil controle devido à sua abrangência”, justificou. Atualmente, mais de 14 mil produtores rurais são beneficiados pelo programa no estado. Conforme Marília, quando o governador Ottomar Pinto assumiu, a Secretaria de Agricultura não dispunha de nenhuma estrutura para operacionalizar o programa.

“Eram dificuldades que já nasceram com o programa. Faltava estrutura de pessoal, de equipamentos, lugares seguros para guardar os vales e veículos para os técnicos se deslocarem ao interior com a finalidade de fazer a entrega do beneficio”, disse. Como exemplo, Marília Pinto citou que quando da mudança de governo, encontrou cerca de R$ 10 milhões em vales Pró-custeio guardados no banheiro da Secretaria da Fazenda.

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