Começaram os chutes na canela

O clima de eleição está mais instalado do que nunca em Roraima.

Os dois principais pré-candidatos ao Governo do Estado – Ottomar Pinto (PSDB) e Romero Jucá (PMDB) – não perdem uma oportunidade de se auto-acusarem. E como numa novela bem ensaiada, não faltam episódios picantes para servir de munição à troca de acusação entre eles. Nesse teatro dos horrores há cenas inacreditáveis de comédia pastelão.

Os assuntos vão de um suposto esquema de desvio de vales Pró-custeio (programa de auxílio a pequenos e médios produtores) na Secretaria Estadual de Agricultura, amplamente explorado pelos deputados estaduais de oposição ligados ao senador Romero Jucá, até a mais explosiva e pouco inteligente tentativa de invasão – esta é a versão do grupo político de Jucá – do estúdio/escritório do senador peemedebista por uma equipe de reportagem da TV Boa Vista, pertencente ao governador Ottomar Pinto.

Do lado dos aliados do governador, o assunto mais explorado é uma denúncia feita ao Ministério Público Federal (MPF) por um ex-funcionário da construtora Soma, que presta serviço à Prefeitura de Boa Vista, comandada pelo grupo político do senador, segundo a qual teriam sido desviados materiais e recursos destinados à construção do Terminal da Integração do Caimbé.

O denunciante Cláudio Roberto Firmino de Oliveira afirma em seu depoimento ao coordenador jurídico da Procuradoria da República em Roraima Fábio Almeida de Alencar, que o material desviado teria sido usado na construção do escritório/estúdio de Romero Jucá no bairro canarinho, na capital roraimense, e uma piscina na residência da prefeita Teresa Jucá.


O documento chegou às mãos da imprensa por meio de pessoas ligadas ao grupo político do governador Ottomar, apesar de estar identificado como documento “sigiloso”. O depoimento foi colhido no dia 31 de janeiro deste ano. Este jornalista blogueiro também conseguiu uma cópia do documento “sigiloso”.

Essa é uma pequena amostra do que deverá rolar de denúncias, acusações e baixarias durante a campanha eleitoral deste ano. Aliás, por falar em baixaria, este foi o primeiro ingrediente a condimentar a pré-campanha, desde que Ottomar e Jucá se lançaram pré-candidatos ao governo.

O ambiente político atual indica que, a partir de agora, do pescoço para baixo tudo é canela na disputa que envolve os dois principais postulantes ao governo.

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